O AMOR e suas consequências!

coraçãoO dia (noite!) está inspirador(a) (ao menos sob o meu ponto de vista!)! Depois de textos políticos e jurídicos, publicados hoje, sinto-me levado por uma onda que me faz redigir este texto que, espero, será breve!  Breves palavras sobre um verbo que faz toda diferença na vida: AMAR! Sentir verdadeiramente a importância do outro em nossa vida, numa iniciativa “medonha” de completar-se com alguém. Uma atividade que mais do que requerer entrega, impõe aceitação, tolerância.

O texto é motivado por uma música (já clássica!) de Guns´n´Roses, denominada “November Rain”. Uma composição que remete à perda, à solidão, à necessidade de reflexão? Não estou bem certo! Devo afirmar, contudo, que letra e melodia nos conduzem ao interior de nosso ser. Fazem-nos encarar o que é um relacionamento, vislumbrando a importância que o “estar bem consigo” representa no “estar bem com alguém”. A, talvez triste, sensação de que há um limite a ser respeitado na individualidade que permite amar o outro sem se anular.

A premissa para conseguir nutrir amor por quem quer que seja é ser o que somos! Não há amor que perdure com a negação da essência da vida de cada indivíduo. Muitos, em vão, procuram essa completude no outro sem notar que é preciso estar completo para amar. O amor jamais poderá servir de “muleta” a uma crise existencial, ou mesmo como uma justificativa para a própria vida. O existir pressupõe o amar a si mesmo, nunca negar essa individualidade que nos move! Daí a importância do direito à liberdade, premissa de qualquer Estado Democrático.

Sempre ouço jovens dizendo que “precisam de um tempo”! Precisar de um tempo não é negar a importância do outro com quem se está, mas sim negar o próprio bem-estar. Quem precisa de um tempo negou a si mesmo ou se perdeu no afã de mostrar-se o que não é ao outro. Certeza não pede tempo! Pode até depender dele, mas jamais o pedirá! Tempo precisamos para saber quem somos e, a partir disso, apresentar-nos ao mundo. Pronto, sou este “produto”, posso evoluir, claro, mas sou feito de “componentes essenciais” que ninguém alterará. É importante que o outro saiba o que somos!

Parte do AMAR compreende respeitar a individualidade dos “amantes”. Respeitar, tolerar, é dizer sim às diferenças! A soma é maior do que o que sobra! Trata-se de uma lógica que, “apesar dos pesares”, aceita o outro como ele é. A premissa para amar há de ser: “ninguém é perfeito”, nem para si, nem para outrem. Todos temos defeitos inegavelmente humanos que apenas provam nossa natureza.

As relações se perdem em fantasias desde o instante da conquista. Está-se com alguém que jamais se apresentou. Um indivíduo que não teve a coragem de se apresentar. Aí está a razão para tantos relacionamentos terminados. Tornam-se, para os que aprendem com a vida, forma de conhecer o que há de errado em se esconder do outro e, sobretudo, de si mesmo. Esse “baile de máscaras”, ao menos na relação a dois, não pode existir. O que deve haver é cumplicidade, um abrir das cortinas da alma, a fim de que o outro vislumbre nosso íntimo, a fim de que (por que não?) nós vislumbremos o que somos!

Por essas razões, AMAR passa, dentre outros aspectos, por se conhecer e, o famigerado pedido de “tempo”, vislumbra que não sabíamos ao certo o que éramos, o que queríamos. É válido, desde que isso nos leve a esse “descortinar” de pudores e sentimentos!

Noto uma sanha juvenil de contar/multiplicar parceiros, sem notar que essa contagem/multiplicação, apenas afasta o verdadeiro eu de cada um de nós. Amar não é prender-se ao falso moralismo, às “modas” de ontem, hoje ou amanhã, mas se entregar verdadeiramente a um sentimento, sem se importar com o que os outros dirão, com o que alguém fará a respeito. AMAR, nessa vasta complexidade, é muito mais simples do que o ser humano pensa, mas implica despir-se de vaidades sem valor e orgulhos desmedidos!

Em suma, e para terminar (prometo!), amar não encontra lugar num ambiente sigiloso. Amar não é semente que germina sem a água da parceria e do comprometimento. Amar é conhecer a si mesmo, a fim de que o outro não seja, juridicamente falando, sujeito de uma propaganda enganosa. O ciúme até pode surgir como um receio de “perder ou dividir” o ser amado, embora isso traga a noção de posse ou propriedade que não existe entre seres humanos. Mas o ciúme não resplandece onde existe a certeza, a clareza, enfim, a essência sincera do que somos.

Escrevi muita bobagem colocando o coração à frente da razão? Não sei! Tentei ponderar cérebro e coração! Assim como escrevi um texto neste blog sobre a vaidade e o orgulho motivado pela obra “Memórias do Subsolo”, escrevo este ao som de “November Rain”! Culpem os integrantes de “Gun´s ´n´Roses! Amem (amém!), pois é um dos atos mais divinos nesta vida! A capacidade de amar nos aproxima daquilo que existe de divino!

Luiz Fernando de Camargo Prudente do Amaral, Advogado, Professor Universitário, Doutorando e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Especialista em Direito Público pela Escola Paulista da Magistratura, Especialista em Direito Penal Econômico e Europeu pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra-Portugal, Presidente da Comissão de Direito Econômico da 93ª Subseção da OAB/SP – Pinheiros, associado ao Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM e à Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação – ANDHEP, autor de livros e artigos jurídicos, mantenedor do site http://www.cidadaniadireitoejustica.wordpress.com.

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