Lula: o político revestido com teflon!

Lula paz e amorLula é um exemplo de político revestido com teflon. O que isso quer dizer? Ele é o maior exemplo do político no qual nada gruda, nem a realidade. Assim como uma frigideira na qual se frita um ovo e o revestimento de teflon impede que resíduos fiquem na superfície, Lula fala o que quer e todo mundo aplaude. É a frigideira que fritou muitos ovos e, quando questionada, afirma que jamais viu um ovo. Quem pergunta se satisfaz. A frigideira prossegue fritando ovos e dizendo que não sabe o que é um ovo.

Os jornais de hoje noticiam que o ex-presidente entregou casas para integrantes do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto). Acompanhado por Alexandre Padilha e pelo líder do movimento em questão, Lula se apresentou como o “pai” do programa, ainda que não ocupe nenhum cargo em qualquer esfera da Administração Pública. Não importa (para ele, não importa)! Como se continuasse presidente da república, discursou o velho discurso da divisão da população entre “ricos e pobres”. Criticou os que ostentam melhores condições socioeconômicas e sugeriu que não sabem o valor da moradia popular. Nada mais irreal! A massa aplaudiu, como se ricos odiassem pobres e vice-versa. A emoção venceu de novo e a burrice emergiu incólume.

O revestimento de teflon, contudo, surgiu de maneira evidente quando Lula resolveu criticar as empreiteiras. Como sempre, valendo-se do “isso não é comigo”, Lula preferiu apoiar-se no discurso dos excluídos, como se não gozasse das benesses do capital. Falou sem enrubescer que as empreiteiras têm culpa na baixa qualidade das moradias do início do programa. Não tocou, porém, na vasta rede de amigos que são donos e diretores de empreiteiras. Uma vez mais, fez o discurso do bom e do mau, colocando-se, é claro, do lado dos bons. Ele faria o mesmo se discursasse para empreiteiros, mas os vilões seriam outros.

O que mais assusta nisso tudo é essa “capacidade” de desvencilhar-se de qualquer escândalo. Parece que até mesmo a classe política busca preservá-lo. A população já sabe que os governos petistas tiveram fortes e suspeitas relações com empreiteiros. Relações aparentemente espúrias e ilícitas. O maior e mais recente exemplo disso é o chamado Petrolão. Todavia, Lula já prepara o discurso para afirmar que “nunca soube de nada” e, se preciso for, que os grandes bandidos são os empresários e não os políticos.

A iniciativa privada precisa estar atenta para a posição que Lula demonstra ocupar ou querer ocupar. Quando fala mal dos empreiteiros fala de maneira genérica. Afinal, mantém relações com todos assim como fez ao longo de todo o mandato. Essa estratégia de criar falsas realidade sempre serviu de base ao surgimento de governos que seguem no poder a todo custo, ainda que isso implique a necessidade de maquiar dados e fatos. Isso ficou conhecido na eleição presidencial. Os brasileiros já sabem que o Brasil da campanha de Dilma não era o Brasil real.

Na democracia o povo deve estar acordado. Não dá mais para engolir calado o discurso da vitimização e da defesa dos excluídos. Não que os excluídos não mereçam a devida atenção do Estado. Ao contrário, o que não podemos admitir é esse paternalismo que muito lembra a fase ditatorial de Getúlio Vargas, quando o ditador era lembrado como “pai dos pobres”.

Luiz Fernando de Camargo Prudente do Amaral, Advogado, Professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e da Faculdade de Direito da Universidade Paulista, Doutorando e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Especialista em Direito Público pela Escola Paulista da Magistratura, Especialista em Direito Penal Econômico e Europeu pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra-Portugal, Presidente da Comissão de Direito Econômico da 93ª Subseção da OAB/SP – Pinheiros, associado ao Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM e à Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação – ANDHEP, autor de livros e artigos jurídicos, mantenedor do site http://www.cidadaniadireitoejustica.wordpress.com.

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