“Vergonha alheia” é pouco! “Falar é prata, calar é ouro”!

Dilma BurraA presidente Dilma está em visita ao México. Na página oficial (site) do Planalto, é possível ler entrevista que ela concedeu a um periódico mexicano. Já é bastante conhecida a dificuldade da presidente na elaboração de frases. O que pensar, portanto, em relação a uma entrevista? Simples! As palavras da presidente passaram da linha do ininteligível. Entraram no vergonhoso campo dos erros históricos e geográficos. Como se diz hoje em dia, “deu vergonha alheia”!

Infelizmente, não é nenhuma novidade abrirmos os jornais e nos depararmos com as asneiras proferidas por Dilma. Lula também foi pródigo em falar barbaridades. Chegou a sugerir que o estudo nada significava, pois ele chegou à Presidência sem qualquer preparo acadêmico. Lula sedimentou uma triste realidade na cultura nacional: o orgulho da própria ignorância! O caráter messiânico do lulismo fazia das atrocidades que o ex-presidente dizia e daquelas que prossegue afirmando, algo “menos ruim”. Dilma, contudo, além de estar longe de poder ser considerada uma “unanimidade”, já beira a condição de Judas sendo malhado nas ruas do interior do Brasil.

Toda essa estapafúrdia glamorização da ignorância não se restringe ao interior do Palácio do Planalto. É bastante comum encontrarmos quadros absolutamente despreparados em cargos de confiança. O governo federal e suas dezenas de ministérios, fatiados entre partidos aliados no mundo da “presidência de cooptação” – e não de coalização –, demonstra o total descaso em relação à competência e à meritocracia. O que conta no Brasil de hoje é “ser amigo da rainha”!

Qual é o problema desses fatos? Há um processo de valorização do idiota. O idiota que nada sabe, nada conhece, mas que é “amigo do amigo do amigo do chefe”. Ouso afirmar que o Brasil nunca esteve tão perto de um colapso em termos de intelectualidade. Dilma é reflexo de boa parte daquilo que ocorre na sociedade. Qualquer país minimamente instruído não admitiria, de maneira tão acomodada, a forma vergonhosa como Lula e Dilma representaram e, no caso desta última, ainda representa o Brasil.

Como uma presidente que afirma ser o Brasil a “pátria educadora” pode cometer tantos erros ao se expressar? São milhares os vídeos que circulam na internet com falas da presidente sem a menor concatenação de ideias. Se Dilma fosse submetida ao ENEM, a nota de redação estaria bastante próxima da nota ZERO. É propaganda enganosa o que tem sido feito com as políticas públicas de educação. As fraudes no ProUni e no FIES já demonstram que o cenário é tenebroso.

Tenho um grande amigo que esteve presente em reuniões que culminaram na fundação do Partido dos Trabalhadores. Desde essa época, início da década de 80, Lula já desprezava o estudo e os acadêmicos. Era comum a exposição do autoritarismo lulista em face de grandes nomes do mundo acadêmico. Tal atitude apenas ratifica aquilo que a História demonstra. Afinal, o autoritarismo é o principal instrumento dos ignorantes. Quem não pode convencer, impõe. Quem não pode subir na vida por mérito, opta pela posição de lacaio.

Tudo isso nos coloca numa situação bastante complexa e talvez irreversível. Percebo parte disso no mundo acadêmico. Felizmente, tenho excelentes alunos. Porém, convivo no meio acadêmico e conheço alguns que se vangloriam do “não saber”. Adoram “não estudar e tirar nota”. Acham que enganaram o professor, assim como Lula acredita que enganou os brasileiros. Não! Ambos erraram!

O aluno enganou a si mesmo e sua pior sanção será a que o mercado de trabalho lhe imporá, a começar pela Ordem dos Advogados do Brasil, pois boa parte não consegue sequer ser aprovada nesse que, a meu ver, é exame bastante razoável e longe de poder ser considerado “muito difícil”. Lula, por sua vez, enganou-se ao pensar que estaria imune. Acreditou em sua imagem de messias e esqueceu-se de sua natureza humana. Para Lula, a partir das delações premiadas de operações da Polícia Federal e da Justiça Federal, espero as sanções legais.

Busco estimular o estudo – por parte de meus alunos – em todas as minhas aulas. O Brasil só será melhor quando um adolescente ou jovem adulto olhar uma autoridade nacional e buscar instruir-se para ocupar determinado cargo. Enquanto a busca do “status” se fizer sem o devido respaldo da competência, do mérito e da educação, tenham absoluta certeza de que seremos governados por ignorantes que apenas ocupam cargos em partidos e em governos por não serem capazes de concorrer a vagas no mercado de trabalho. É uma pena notar que boa parte dos impostos que pagamos tem como destino agentes públicos, especialmente os comissionados, que são incapazes de cumprir as atribuições funcionais que lhes competem. Faz-nos imensa falta os exames de avaliação periódica de desempenho para agentes públicos.

Enquanto o Brasil ouvir calado uma presidente que envergonha a Nação pelos inúmeros erros que comete e pela incapacidade de formular uma única frase com sentido, não poderemos esperar nada diferente da cidadania. Eu sonho com esse país no qual um garoto ouve o discurso de um político e percebe o quanto tem que estudar para contar com tamanho conhecimento. Por ora, porém, os discursos que tenho ouvido, até mesmo no Senado Federal – casa legislativa dos “políticos mais experientes” -, apenas demonstram que Dr. Ulysses Guimarães estava certo ao ser questionado sobre a qualidade do Congresso Nacional na década de 80. Respondeu: “Espere para ver o próximo”, sinalizando seu pessimismo ou, antes, realismo. Vamos mudar esse estado de coisas?

Luiz Fernando de Camargo Prudente do Amaral, Advogado, Professor da Faculdade de Direito da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), da Faculdade de Direito da Universidade Paulista e de programas de pós-graduação em instituições de  ensino superior, Doutorando e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Especialista em Direito Público pela Escola Paulista da Magistratura, Especialista em Direito Penal Econômico e Europeu pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra-Portugal, Presidente da Comissão de Direito Econômico da 93ª Subseção da OAB/SP – Pinheiros, associado ao Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM e à Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação – ANDHEP, autor de livros e artigos jurídicos, mantenedor do site http://www.cidadaniadireitoejustica.wordpress.com.

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